1 - Ia postar isso dois dias atrás, mas aconteceram alguns imprevistos. Desculpa galerinha 
2 - Na boa, assistam Esporte Total da Band. Nunca mais vão querer ver Zorra Total, A Praça É Nossa e nem mesmo Malhação.
Enquanto esperávamos as portas abrirem eu vi uma loirinha lindíssima. Tinha belos olhos também e um corpinho nota mil. Mas devido à situação e ao fato de ela estar acompanhada pelos pais eu não poderia fazer nada mais que ficar olhando. Ela não parecia ser americana. Comentei com meus amigos sobre ela.
Assim que entramos, o pai dela nos viu e fez uma cara de espanto. Estavam sentados, nessa ordem, a mãe, o pai, a loirinha gata e tinha um lugar vago do lado dela. Ele imediatamente levantou e praticamente jogou a filha pro lugar dele e sentou no dela.
Um de meus amigos sentou no lugar vago e o outro ficou em pé entre o pai e o outro amigo, mas se inclinando pra cima da loirinha gata. Ficava encarando-a com uma cara de galã latino simplesmente ridícula. Nesse momento até eu já estava me sentindo constrangido. A mãe já estava pálida e tremendo, provavelmente achando que éramos algum tipo de tarados.
A nossa estação era a última, o que fazia parecer mais ainda que estávamos seguindo os trás. O amigo Don Juan de boteco só tirava os olhos dela para virar pra mim e dar uma risadinha malandra como se dissesse "€œcaralho, ela vai me agarrar a qualquer hora, saca só". Eu não via a hora de eles saltarem, não sei se pelo constrangimento ou pelo sentido de brasileiro malandro pressentindo merda mais uma vez.
Na penúltima estação, eles finalmente saíram. Sentei num dos lugares que eles vagaram, aliviado. Comecei a conversar com meus amigos a tremenda merda que ia ser se eles achassem que estávamos perseguindo-os. Isso nos EUA dá uma grande merda, acreditem.
Finalmente chegamos na nossa estação e pegamos um dos caminhos que levava ao salão onde havia a saída. Ao adentrar o tal salão, adivinhem quem vemos? A loirinha e os pais.
Eles devem ter saído na estação anterior para "€œnos despistar". Pegaram o mesmo trem, apenas mudando o vagão.
A mãe ao nos ver tropeçou na escada, quase se esborrachando por lá mesmo. Meu amigo (é, o galã) gritou algo como "œOlha quem ta ali" e saiu correndo para as escadas. Imediatamente pensei "€œPuta que o pariu, vamos ser presos e deportados pro Brasil"€� e saí correndo atrás dele. Os outros dois nos seguiram.
Rapidamente alcançamos a escada e consegui fazer ele parar. Chegamos no final ao mesmo tempo que a loirinha gata. Haviam duas saídas, uma para esquerda e uma em frente. Todo mundo estava saindo pela frente, mas a família saiu pela esquerda. A nossa saíver
da.
Estava escuro e eles apressaram o passo. Comecei a falar alto coisas aleatórias em inglês pra... ah, não sei por quê. E o pior é que eles estavam indo para a mesma direção que a gente.
Na cabeça deles era oficial: Íamos ataá¡-los a qualquer hora. Até eu mesmo já estava começando a acreditar que era um estuprador. Mas acabei caindo na gargalhada quando o pai falou alguma coisa com as acompanhantes e os três saíram correndo. Isso mesmo. Parecia que eles estavam competindo na prova de 100 metros rasos nas Olimpíadas. Eu, claro, quase caí no chão de tanto rir, principalmente quando eles deram uma olhadinha pra trás pra ver se estávamos seguindo-os. Quase saí correndo atrás, mas o bom-senso bateu à porta e me lembrou de que eu não estava no Brasil.
Chegando em casa me imaginei velhinho, numa cadeira de balanço contando essa história pros meus netos.